Curso de Tango

Se alguém ainda estiver visitando essa casa semi-abandonada, saibam que há um novo curso de Tango por acontecer em 17 e 18 de julho nojo da Budokan Karate. Mais informações podem ser conseguidas em http://www.dudavilanova.wordpress.com

post novo na minha nova casa. Clicando AQUI vc vai pra lá...

Casa nova...

Estou colocando o uol na geladeira. De vez em quando eu ainda vou postar coisas mais desinteressantes aqui, a título de manter um arquivo público das coisas passadas.

meu blog novo é http://dudavilanova.wordpress.com

venham me visitar e me comentar

Sobre universos...

Então, estamos na Universidade.

Universos distintos dentro de um espaço restrito. Já de cara as noções básicas de física recebem um pequeno choque. Como cabe tanto mundo dentro de um pedaço tão minúsculo de terra, comparado ao que o planeta é? Como cabem tantas idéias (algumas malucas) dentro de mentes tão estreitas como a nossa? Como cabe tanta gente dentro de um ônibus?

De repente, as respostas que julgávamos simples tornam-se questionáveis. Os planos pro futuro, antes alicerces de nossas escolhas, tornam-se frágeis e débeis castelinhos de carta em meio a uma ventania de novas possibilidades. E, assim, sem um novo alicerce, sem um novo chão, sentimo-nos deliciosamente perdidos em um mar de caminhos por nós desconhecidos. Uns já trilhados por outrem (e já sabemos onde vai dar), outros - ainda escondidos - esperando serem descobertos.

Curiosamente, somos, nós mesmos, parte desse mundo do qual nos sentimos apartados. Somos, por nós mesmos, o escopo do que está por vir. A partir de nossas escolhas, as linhas de nossos passos se desenharão no branco papel que nos foi dado quando ingressamos na UEFS, e, ao fim, na clausura de nossa graduação, teremos pintado um quadro que penduraremos em nossas casas ou guardaremos em nossos arquivos. Nosso diploma.

Somos todos distintos e, por mais que o pedaço de papel carimbado e assinado que logramos chamar de diploma seja igual para todos, ele [o diploma] terá significados diferentes para cada um de nós. Alguns de nós estudarão muito, noites sem dormir, indignações com o que está errado, a busca incessante de uma verdade axiomátca através de uma neutralidade axiológica - até que, no fim de tudo, descobrirá que não tem idéia do que significam essas palavras. Outras serão mais leves e deixarão a universidade passar por elas, ao invés de correr por toda sua extensão, como se houvesse um grande prêmio na linha de chegada (e não há). Outros, ainda, confundirão "ser leve" com "flutuar". Quem optar por flutuar, se perceberá, em algum momento, sem rumo, sem chão, sem paredes, sem referências, sem conhecimento, sem idéias, sem saída, sem chegada, sem diploma, sem coragem, sem destino... sem cabeça. Universidade não é lugar de levitar... é lugar de alçar Voo.

Para alguns é o primeiro passo. Para alguns, o único. Para outros, um segundo passo mais firme, depois de um primeiro passo em falso. Para muitos é o estágio mais importante da sua vida intelectual. Para outros, um mero inconveniente entre ele e sua vida profissional. Somos muitos e somos muito diferentes. Como, supostamente, deveríamos nos portar uns com os outros? Como sobreviver à diferenças tão absurdas e tão obscuras? Como não desejar impôr as minhas "pseudo-verdades" para os supostos enganos de meus colegas? Quiçá seja o que viemos aqui aprender.

Somos, por nós mesmos, o que a etimologia da palavra Universidade diz: Somos muitas versões de "eus" em um só "eu". Somos um universo sozinhos e formamos uns com os outros um universo de muitos universos, que se expandem e se contraem, e se alteram, e se reconstroem. NÓS somos a universidade, e não os muros de pedra ou as cadeiras de plástico e metal. Somos nós, seres humanos, intelectuais, racionais, emotivos, passionais, biologicamente vivos, espiritualmente (para quem assim o crê) ativos, que fazemos nossa universidade ("nossa"=pronome poessessivo, indicativo de posse de "nós" de objeto genericamente feminino, no caso, a universidade). A universidade NOS pertence. ELA É NOSSA. E a "nós" refiro-me especificamente aos discentes; e NÃO aos professores, aos funcionários, à reitoria, às pro-reitorias. A universidade não pertence à eles, ao contrário ELES é que pertencem à Universidade e, portanto, estão aqui para nos prestar um serviço e devem o fazer com destreza e compromisso. Cabe dizer, no entanto que o "nós" acadêmicos não está restrito ao "eu" de nós mesmos. Quando entramos na universidade, deixamos [ou deveríamos ter deixado]  de ser egocêntricos e passamos [ou deveríamos ter passado] a representar cada indivíduo da sociedade brasileira que não teve acesso à nossa cadeira dentro de um curso superior. A Universidade, ao PERTENCER a nós, estudantes, pertence, em verdade a cada um dos brasileiros que está fora de seus muros. E cabe a nós, que estamos aqui dentro, fazer prevalescer essa posse.

Porém [e os "poréns" insistirão em nos perseguir para todo o sempre] os muros e poços medievais ainda existem. Existem as grades, as separações, as segregações, as intolerâncias, o corporativismo... e o emblemático Pacto da Mediocridade. Existe um sistema. E ele quer nos matar, nos esquartejar, nos re-costurar, e nos dar uma vida artificial para substituir a nossa. A esse sistema não interessa que nós saibamos que a universidade é nossa e que ele [o sistema] deveria ser nosso escravo e não o contrário. A Universidade, nossa libertadora, é também nossa algoz. Ela é feita de pequenos paraísos e enormes armadilhas. E o mais perigoso é que os primeiros e as segundas se parecem tanto uns com as outras que jamais saberemos distinguí-los de primeira. Precisamos de ajuda dos que vieram antes. Esse é [ou dveria ser] o papel do movimento estudantil.

infinitudes

ela apareceu
assim, do nada, de tudo alheia.
e eu, no centro de um trubilhão
que eu mesmo, cuidadosamente
costurei, elaborei, planejei.

o tempo então parou.
não de metafísicas obscuras
ou de linguagens figurativas.
o sangrar da ampulheta estancou

pararam os ventos
cessaram os sons
apagram-se as luzes
sufocaram-se os cheiros
nada mais havia
e cada segundo foram mil deles.

e, de repente,
como se fosse de vento,
mas doce... e azedo...
e de tantos outros sabores,
acariciou-me o rosto e se foi,
prometendo não voltar
e voltou...

dizia que sentia minha falta
e perguntava-me o que faríamos,
findando o tempo que nos pinçava os calcanhares.

pergunta tola - respondi
jamais nos alcaçará
o tempo, nosso algoz.
morrera no exato instante
em que voltaste aos braços meus

e agora és minha e sou teu
sem tempo que nos assombre
ou tristeza que nos alcance

Programação de Abril do projeto Imagens

O projeto Imagens: Cinema da UEFS, é exatamente o que o título diz. Mas NÃO apenas que há uma sala de cinema na UEFS. Depois de cada filme, discussões acerca da história, enredo e produção acontecem. O projeto também conta com oficinas e cursos ao decorrer do semestre. Eis aqui a programação de filmes para Abril. Basta ir à biblioteca central Julieta Carteado, na UEFS.

Cinema na UEFS - Abril / 2010


26/04 - Segunda-Feira
15:30 - Quem quer ser um Milionário
18:30 - Casablanca

27/04 - Terça-Feira
15:30 - Amadeus
18:30 - A Malvada

28/04 - Quarta-Feira
15:30 - O Paciente Inglês
18:30 - Um Estranho no Ninho

29/04 - Quinta-Feira
15:30 - A Noviça Rebelde
18:30 - Onde os Fracos Não Têm vez

30/04 - Sexta-Feira
15:30 - Golpe de Mestre
18:30 - Silêncio dos Inocentes

Que "dança de salão" eu escolho?

Já me vieram com essa pergunta certa vez. A pessoa obviamente esperava que eu me manifestasse sobre o meu gosto pessoal pelo tango e a minha falta total de interesse por bachata. Surpreendeu-se com a resposta: "aquela com a qual você mais se identificar. Só tenha certeza de que é de verdade, e não de mentira". Mas eu já cansei  de ficar pondo panos quentes em tudo e cansei de ficar aliviando pro lado de quem não tem muito o que dizer e passa anos repetindo o mesmo discurso. Até porque, acabo, eu mesmo, repetindo o mesmo discurso sobre a repetição do discurso. Também me perguntaram porque eu falei tão abertamente da minha preferência pelo Jomar Mesquita em detrimento ao Jaime Aroxa. Velho. Youtube existe. Pesquisem! Assistam! Abaixo, uma das comparações que já fiz em casa... sozinho, sem ninguem precisar me indicar.

Jomar Mesquita - Companhia Mimulus - BH

Cultura em minutos sobre a Companhia Mimulus - BH


Jaime Aroxa falando pro SR Studio


jaime Aroxa dando entrevista (essa é a primeira parte. Acessem as partes seguintes a partir desse video - se tiverem saco).

Sobre a Micareta de Feira de Santana

Caminhando de volta pra casa depois de visitar minha mãe, deparei-me com os camarotes em "armação" para a o feriado municipal da micareta. Odeio a Micareta de Feira. Sei que ódio é uma palavra muito forte, e, com certeza exagerada em sentido para utilizar na dada situação, mas é o mais próximo que encontrei para explicar simploriamente um sentimento. Tentemos, assim, explicar o meu sentimento pela Micareta de Feira de forma mais complexa: Eu gostaria que a Micareta de Feira não existisse e que não houvesse a espera de que eu explicasse o porquê de uma afirmação assim. Inútil desespero. A micareta existe e quem está [perdendo tempo] lendo isso quer uma explicação para uma frase como "eu odeio a Micareta de Feira".

Comecemos enfim, pelo final: Porque a Micareta de Feira e não as micaretas em geral, se são todas invariavelmente iguais??? Simples... porque eu moro em Feira de Santana, amo minha cidade e estou, egoisticamente, pouco me lixando pras micaretas das outras cidades. Se virem.

A primeira parte, que se refere ao ódio, é um pouco mais complexa e passa por questões de gosto musical, crença, modelos utópicos de sociedade e, também, por uma pitada senso do ridículo. Como os gostos musicais, a crença e os modelos utópicos de sociedade são objetos de conflito imediato e discorrer sobre eles resultaria na mais absoluta falta do que fazer, resolvo que usarei a "pitada de senso do ridículo" para elencar algumas razões para odiar a Micareta de Feira de Santana - e mesmo as pessoas que CURTEM a micareta deveriam se atentar para certas coisas que acontecem no período que precede e "póscede" à referida festa.

(1) Há um desrespeito irremediável ao sossego alheio. Pouco me importa se é pagode ou música clássica. Quem mora nas imediações do circuito e estiver a fim de dormir e descansar, tem que abrir mão de estar no conforto da sua residência ou gastar os tubos pra instalar isolamento acústico. Já passou da hora de resolverem esse problema de uma vez. A "maior micareta do Brasil" nao deveria ser a mais desrespeitadora.

(2) O descrito no item anterior agrava-se pelo  fato do circuito começar nas imediações da Casa de Saúde Nossa Senhora de Santana. Por mais que, APENAS NO CORRENTE ANO, o circuito tenha sido puxado mais pra perto do viaduto, o ruído dos trios e das pessoas não respeitarão tão RIDÍCULA diferença - e eu aposto.

(3) O centro da cidade - e não só o circuito - fica cheirando a mijo por uma semana e a soluções químicas de limpeza pela semana seguinte. Não são banheiros químicos o suficiente e, se o fossem, não seriam usados (como os atuais não o são). Nada contra sujarem a cidade durante as festas... mas pelo menos LIMPEM ELA RÁPIDO E DIREITO.

(4) As desculpas econômicas que são inventadas para justificar a festa, causam-me náuseas. Os "olhos econômicos" dos organizadores jamais estarão voltados aos catadores de latinha ou aos vendedores ambulantes como costumeiramente é veiculado. Na última micareta, por exemplo, todos os points universitários foram obrigados a aceitar o "patrocínio" em produtos da Skol, porque a prefeitura, sozinha, resolveu fechar uma parceria "redonda". Mesmo as pessoas que curtem micareta e que fazem parte da folia foram tolhidas em sua liberdade de aceitar patrocínio melhores de outras empresas. QUEM realmente ganha dinheiro com a Micareta? Não me venham com a falsa premissa do "cachorro-quente com cerveja" ou das costureiras "reformadoras de abadá" porque essa não cola. O dinheiro que eles ganham não é nada perto do que rola na parte de cima do bolo.

(5) Há algum tempo, gradearam o circuito. Imediatamente os índices de "violência no circuito da micareta" diminuiu ao mesmo passo em que a violência fora dele aumentou. Obviamente a segunda parte da equação NUNCA É VEICULADA EM NENHUMA DAS MÍDIAS (exceto a internet... e olhe lá). Enquanto autoridades preparam seus discursos de autovangloriação pelo "índice zero de violência no circuito da festa", os cartórios criminais da cidade se preparam para o já esperado aumento de carga de trabalho do período. Processos e mais processos de roubo, furto, brigas, xingamentos, ameaças, lesões leves, graves, de trânsito... Termos Circunstanciados atrás de Termos Circunstanciados vão chegando ao juizado e às varas crimes da cidade no período pós-festa, a medida em que as delegacias conseguem encaminhá-los. E na lacuna onde deveria estar o nome da delegacia estará escrito algo parecido com "Plantão da Micareta". Coitados dos escrivãos... tendinite é o menor dos seus problemas. Mas, claro... para todos os efeitos e para todos os jornais e rádios e emissoras de TV: "O Índice de violência no CIRCUITO DA MICARETA foi próximo de zero". BALELA!!!

(6) Popular, pra mim, é algo que é do POVO para o POVO. Festa de camisa não é popular. Micareta de Feira NÃO É FESTA POPULAR. É Festa Municipal... Festa de Folia... Festa da Alegria... podem dar o nome que for. Mas popular não é. Curte o meio do circuito quem paga. Quem programa o circuito e as atrações são os empresários. Quem escolhe patrocinador é a prefeitura. Quem faz a festa NÃO É O POVO e quem curte a festa é apenas a parcela do povo que pode pagar  [ou o faz mesmo não podendo], e aqueles que não pagam não curtem a FESTA e sim as sobras dela. Não é, portanto, a SEGUNDA MAIOR FESTA POPULAR da Bahia. Alguma coisa tem que mudar: ou título ou a essência.

Por fim (dizem que é legal colocar isso no texto pra indicar que tou terminando), mesmo colocando de lado o gosto musical, as crenças e a - ainda que parcialmente - os ideais utópicos de sociedade, encontrei razões para QUEM GOSTA DE MICARETAS odiar a Micareta de Feira. SE eu gostasse de pagode, farra, bebedeira, suor e saliva de gente que nunca vi na vida, ainda assim, ODIARIA A MICARETA DE FEIRA. Tenho dito.

UEFS - Letras com Espanhol

Passei!!!

Vou começar minha segunda graduação! Tou reunindo coragem pra encarar especialização ao mesmo tempo...

 

:D

Ballace 2010 - Camaçari

Conversa interessante sobre o Ballace 2010 na comunidade "Dança de Salão - Bahia"do Orkut...

 

Duda said:

Ballace 2010 - Camaçari
O Ballace 2009 trouxe Jaime Aroxa como grande nome da D.S. No entanto, a participação de alunos e professores de D.S. da Bahia foi, por não achar palavra mais adequada, risível.

O Ballace é o maior evento de dança da Bahia, e não é nenhum demérito ter o ballet clássico como estrela do evento. Eles poderiam parar por aí e fazer simplesmente o maior evento de Ballet e Jazz da Bahia, garanto que daria menos trabalho, mas eles incluem diversas outras danças na programação e gastam dinheiro com professores de D. S.. Infelizmente, os alunos e professores de D.S. da Bahia simplesmente resolvem que não estão interessados porque "não é um evento específico de Dança de Salão" (sim eu ouvi isso da boca de um professor de SSA) e que valia mais a pena ir pro congresso internacional de Zouk.

Não que o congresso Internacional de Porto Seguro não seja maravilhoso. Ele é (nunca fui, mas já ouvi comentários e vejo que a estrutura geral é muito bem planejada). Mas o Ballace é o maior evento de DANÇA da Bahia, e a edição 2010 vai ser classificatória pro YAGP (vão procurar no google que tem pouco espaço aqui pra escrever). Porque a D.S. da Bahia não pode adotar o Ballace como o maior evento de Dança de Salão da Bahia? é o ÚNICO (fora o internacional de zouk, que, como o nome diz, é de ZOUK). Se o evento de 2009 traz Jaime Aroxa e vem meia dúzia de gato pingado... imagine trazendo nomes MELHORES mas menos conhecidos, como Jomar Mesquita, por exemplo. Aí é que não vai ninguém mesmo.

Sabe porque? Porque a Dança de Salão da Bahia NÃO QUER MELHORAR. Os professores têm medo de mostrar pros alunos o nível de organização de outros estilos de dança e ver que na D.S. da Bahia é tudo bagunçado.

Tem espaço para apresentação de coreografias e apenas dois ou três casais se arriscaram. Não teve nada extraordinário MAS ELES ESTAVAM LÁ!!! DANÇANDO NUM PALCO PARA SEREM AVALIADOS!! e vc, que é o bonzão que dança tudo e tá com essa bunda sentada na cadeira e nem assistiu?

Ballace 2010 tá vindo e eu estarei lá..

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Manabu said:

"Infelizmente, os alunos e professores de D.S. da Bahia simplesmente resolvem que não estão interessados porque "não é um evento específico de Dança de Salão""

Infelizmente existem professores com a mente tacanha acima.
E ainda se dizem professores. Deveriam ser considerados...deformadores de mentes!

Para mim, que atualmente ando me lixando pouco para esse tipo de coisa até pq estou com as energias concentradas em outros assuntos, o Ballace é o único e melhor evento de Dança de Salão da Bahia.

Fazer eventos bairristas em uma academiazinha chamando professores amiguinhos não é realizar evento de Dança de Salão de verdade.

O Ballace faz esse papel, convidando professores, abrindo espaço para profissionalismo, outras modalidades, e por aí vai.

Ah...e evento de Zouk não é de dança de salão. Zouk não é dança de salão (assim como o Jazz não é dança de salão nem Ballet).

"vc, que é o bonzão que dança tudo e tá com essa bunda sentada na cadeira e nem assistiu?"

Eu sou bonzão, danço tudo e nem fui, mas admito...rsrs.

Pior os outros que inventam desculpas fuleiras para continuarem "bonzões"


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Manabu said:

Como saber se meu professor é bom ou não?
Fácil.
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Muitos professores são tidos por seus alunos como "feras", "excelentes", "dançam muito", etc.
E quando alguém fala deles, os alunos se irritam.
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Porém, uma pessoa realmente boa é aquela que se coloca à prova.
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Me lembro, por exemplo, de um outro professor de Feira de Santana que veio tentar discutir aqui na comunidade, demonstrou um conhecimento de aluno iniciante e saiu quase que chorando, apagando os tópicos para que ninguém visse sua tamanha ignorância.
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Mas essa ilusão de aluno por professor é algo realmente mágico. De certo modo, hipnótico.
Vou dar exemplo em vídeos.
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Em artes marciais, existem professores que manipulam tanto os alunos que os fazem acreditar que ele (o professor) é capaz de golpear seus alunos sem mesmo tocar neles.
Como no vídeo abaixo:
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http://www.youtube.com/watch?v=W9QHxMfYGEs
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O problema é: basta por estes pseudo-mestres à prova para o mundo cair:
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http://www.youtube.com/watch?v=Fi3t1yVE-gk
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http://www.youtube.com/watch?v=un9gb_vB2e8
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Em dança de salão, o efeito mágico existe.
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Se você é aluno e tem dúvida sobre se está sendo manipulado por seu professor ou não... e quer saber a verdade, basta tirar essa dúvida.
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Teste ele.
Pergunte coisas, traga aqui as respostas, coloque à prova.
Aqui tem muita gente que sabe, e sabe mesmo.
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Fui!

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Duda said:

hehehehe....

Adoro esse jeitão "the truth is outside" do Manabu.

Não vou aqui re-re-citar o mito da caverna... vai ser chato.

(1) Voltando ao Ballace. Quem decidir ir, eu não sei se a Maísa Tempesta vai estar lá esse ano... mas se estiver, o curso de Musical Theatre é o que eu indico pra quem faz D.S. muito instrutivo, muito dinâmico e MUITO divertido. Também é uma boa fazer os cursos e palestras de D.S., óbvio. Mas a vantagem de estar num evento desses, é poder conhecer coisas NOVAS e não o que já se viu. na D.S. acho que vão trazer o Jaime Aroxa de novo. A despeito da minha opinião sobre o tango dele, acho besteira aparecer um um dos ícones da D.S. em camaçari e não ir lá dar uma checada no trabalho do cara. Ainda mais se você é professor...


(2) Sobre o que o Manabu falou. Se adequa a todas as danças, lutas e manifestações culturais existentes. Das mais clássicas às mais "underground". Só que, "fakear" conhecimento sobre um estilo de luta ou dança que poucos conhecem é mais fácil do que fazê-lo com estilos mais conhecidos... no entanto, também acontece. O Ballet, por exemplo, é campeão em charlatanismo nas pequenas cidades. Mais do que qualquer luta ou dança. O mais comum é encontrar "professoras" de Ballet, jazz, sapateado e dança moderna (tudo junto numa só pessoa) dando nó nas colunas de suas pupilas de 7 anos. Isso devia ser crime.

(2.1) Na D.S. existem alunos melhores que seus professores. Com medo de perder o "status" de deus da dança, esses professores tentam fazer-se maiores do que são de verdade. Quem começou na D.S. na mesma época que eu sabe disso e sabe que isso acontecia todo o tempo. Muita gente boa largou a dança no meio do caminho por causa disso... é uma pena.

(3) Alunos: NÃO DEPENDAM DOS SEUS PROFESSORES. Aprenda com eles, respeitem eles; mas não peçam sua permissão pra fazer outros cursos que não sejam os dele. Isso é, no mínimo, ridículo.

Da angústia de estar insatisfeito...

Tenho andado cada vez mas insatisfeito com minha Arte.

Minha dança não tá do jeito que queria que estivesse e não tenho escrito com o virtuosismo que acho que meus pensamentos merecem... mas não é disso que falo na primeira frase. Utilizo a expressão "minha Arte" para identificar o meio saturado de pseudo-artistas em que vivo.

Os professores de danças com quem tenho conversado ultimamente (pela net e pessoalmente) parecem mais preocupados em "ficar bem na fita" do que realmente aprender/ ensinar algo.

Às vezes, em meio a uma conversa simples sobre um assunto qualquer, aparece um comentário jocoso sobre o trabalho de um colega que anda em período de "redesenho" e "repesquisa" de seus movimentos. Resposta imaginária: "Dane-se... o cara dança pra cacete e ainda tá bsucando melhorar, enquanto você continua lotado de alunos, que assistem uma aula medíocre cuja fama se pauta na falta de conhecimento geral sobre a sua arte". Achei melhor ficar calado pra evitar conflitos diplomáticos... posso precisar ir na frança um dia (tomara que ele não tenha aprendido português).

Em outra conversa com um outro "professor", a citação absurda de um monte de "grandes nomes" do tango sem a menor noção de quem são ou de quais são seus últimos trabalhos... como se saber o nome deles significasse entendimento natural e absoluto sobre o tango.

Antes de continuar essa linha, deixa eu abrir um parênteses pra explicar uma coisa: eu não aprendi tango na argentina. Eu aprendi tango ANTES de ir lá. Lá, eu me aprimorei... e percebi que ainda tenho MUITO pra aprender. Eu JÁ admirava Ana Maria Stelkeman e o grupo Tango Kinesis, já conhecia (via internet) os principais trabalhos desta magnífica coreógrafa. Eu já conhecia o trabalho de Juan Carlos Copes... muito mais do que sua participação no filme de Carlos Saura. Postei vídeos e mais vídeos de tango neste blog e na comunidade "dança de salão - bahia"... nomes como Miguél Ángel Zotto, Aurora Lúbiz, Junior Cervilla, Andres Amarilla, Andrew Burt... já apareceram em postagens minhas... mas NUNCA utilizei o nome deles como palanque para o MEU tango, para a MINHA dança, porque (infelizmente) eu nunca tive oportunidade de fazer aulas com eles - tou falando de aula de verdade... e não de workshop ou clntases avulsas. As influências que eles têm em minha vida são total e indubtavelmente INDIRETAS.

(continuando o paragrafo antecessor) Conhecer os nomes e saber que são nomes importantes é fácil. Usar levianamente esses nomes pra fazer de conta que entende algo que, na verdade, não entende chama-se falácia de autoridade... qualquer livro de lógica filosófica ou de pesquisa científica vai ratificar o que digo. Mas eu prefiro chamar simplesmente de FALTA DE VERGONHA NA CARA.

O meio Tanguero tá sendo invadido pela mentalidade provinciana e mesquinha da turma da "Dança de Salão". Imagino que o mesmo deva estar acontecendo no meio salseiro, zoukeiro, etc...  Queria muito que as pessoas [voltassem] começassem a enxergar as danças de salão como arte, ao invés de passarela para suas vaidades. Se os professores se preocupassem mais em aprender ao invés de fazer de conta que sabem...

bah... desabafo feito...

Quando me perguntarem de novo porque eu não volto a dar aula de "dança de salão" ou porque eu não abro uma "turma de zouk, porque tá na moda"... eu vou dizer que a explicação tá nesse texto. Tou cansado de repetir que eu não entendo nada de zouk, que não gosto mais de bolero e o samba que eu gosto não sei o suficiente pra ensinar.

Minha vida agora é Tango e Salsa... tango como professor (de meia-tigela) e salsa como aprendiz (assim que eu tiver tempo). Quanto ao soltinho... tou pensando no assunto ainda...

West Coast Swing

Fui informado que em Feira de Santana - BA existe um professor de West Coast Swing. Minhas expectativas acumulam-se (e isso nem sempre é bom). Já conheço a pessoa de vista e já a vi dançando danças de salão antes - mas faz muito tempo. Segundo Anselmo afirma no seu perfil, ele se capicitou como professor em diversos estados com muitos professores.

QUEM BOM!!! alguém vai trazer um ritmo que gosto tanto e que venho aprendendo sozinho pelo youtube e sem ninguém pra praticar. Tomara que a onda pegue.

Um pouco sobre o rimto:

O West Coast Swing, ou WCS, surgiu, obviamente, na costa oeste dos Estados Unidos da América, POSSIVELMENTE por volta de 1937 (ou antes), e POSSIVELMENTE influenciou o trabalho de Dean Collins, dançarino e coreógrafo de Los Angeles responsável por diversos trabalhos em Hollywood. Sobre a possível influencia, segundo sua esposa, Dean afirmava categoricamente que não fazia distinção de estilos de swing... "só havia dança boa e dança ruim". Outros amigos de Dean, entretanto, afirmavam que o West Coast Swing era uma "abominação para a pista de dança".

Inicialmente chamado de Western Swing ou "Swing Sofisticado", em Los Angeles, o WCS mantém os mesmos elementos cenográficos de hollywood e, se antes aproveitava as mesmas músicas de outro estilo (o Rockabilly), hoje é dançado com praticamente qualquer música de compasso quaternário que, pelo menos, lembre o Rock... embora o que tenho visto no youtube é um distanciamento muito acelerado deste padrão.

Em 1988, o WCS se tornou a dança oficial da california, recebendo também o "apelido"de Californian Swing.

Pelo Golden State Dance Teachers Association em 1978 existiam cerca de 200 ou mais padrões e variações do estilo West Coast Swing (quero nem imaginar o que estes 31 anos fizeram com essas variações).

bom... chega de letras... hora de vídeos. Trouxe dois dos meus preferidos: os canadenses Tessa e Miles, e o francês Max Pitzurella. Em seguida, duas aulas básicas de West Coast que tem no youtube (não são as melhores que já vi, mas estao certinhas...).




Mestres da Salsa

Saudações à meia dúzia de gatos pingados que aparecem para me ler de vez em quando. Bobo

Hoje darei início a uma série de postagens temáticas que pretendo repetir todas as quartas-feiras (nenhum motivo especial... apenas escolhi um dia da semana...). Tirei esse dia para postar vídeos do youtube de pessoas que gosto de ver dançando e tento (sem muito sucesso, é verdade...) imitar. Para o primeiro, escolhi a salsa - não sei se empolgado pelo Dendê Latino (vide post abaixo) ou porque tenho escutado demais essas duas músicas recentemente. Os caras que estão aí são dois dos que considero MESTRES da salsa. No palco, gosto mais do lance "mistura tudo que fica massa" do Frankie Martinez... já no salão, sou mais o Shaka Brown (embora os dois DESTRUAM tanto no palco quanto no salão) e eu coloquei um vídeo do Shaka com a "Spining Queen" Magna Gopal, que é simplesmente FANTÁSTICA.

Bem... já falei muita besteira... assistam os vídeos e comentem (semana que vem, TANGO).



Dendê Latino

A festa promovida pelo Professor e DJ (ou tocador de boa música - como ele prefere ser chamado) Alexei Ramos promete ser Excelente. Fica aqui minha dica pra esse fim de semana.

 

Entrevista com Jaime Aroxa

(entrevista realizada no Ballace 2009 para o jornal Falando de Dança)

 

DVN>>> Entrevistamos o professor Jaime Arôxa, renomado professor e Coreógrafo brasileiro, dentre outras atividades, famoso pelas atividades junto a novelas, filmes, como jurado de programas de televisão, requisitado nacional e internacionalmente para cursos e workshops Brasil afora, e ministrando palestras e oficinas pela Primeira vez no Ballace, em 2009. Quais eram as tuas expectativas com o evento? o que você encontrou aqui era o que você esperava?

JA>>> Nos eventos e festivais de dança, você já sabe que vai encontrar um cenário diferente de quando você vai num curso ou workshop especificamente sobre dança de salão. Esse é um festival múltiplo, com todas as modalidades e expressões de dança e a dança de salão é mais uma modalidade junto com as outras. Então, quando é assim, eu já não espero uma quantidade muito expressiva de alunos, sei que não terei 100, 200, 300 alunos. Mas vieram muitos professores fazer aula comigo... então, se eu falo para 10 casais de professores, eu sei que estou falando com mil alunos, porque eu tou passando vai ser repassado pra muito mais pessoas. Por isso eu vejo como uma coisa fundamental para mim estar nesses festivais múltiplos. Ainda mais o Ballace 2009, que é onde a gente encontra o pessoal de Camaçari, de Salvador, de Feira de Santana... o pessoal Bahia de maneira geral, que é uma turma que não tenho muito contato normalmente, porque tem pouco evento de dança de salão. Tá sendo  muito importante, porque eu tou reatando alguns laços que tinham se perdido... eu tou gostando muito.

DVN>>> Você declarou durante a palestra que sempre gosta de voltar ao Nordeste. Você acha que têm voltado pouco aqui depois que saiu?

JA>>> Eu sou Nordestino cara... eu tenho uma defesa do Nordeste constante na minha cabeça, na minha mente. Sempre que venho aqui é uma alegria enorme. Fico muito contente com essa energia daqui... é muito bom. Sou Nordestino.

DVN>>> Você desenvolveu um método próprio de ensino das danças de salão quem vêm cada dia mais influenciando, quando não sendo mesmo copiado por muitos professores pelo Brasil afora. Como Você encara ser influência para um sem-número de apaixonados por Danças de Salão?

JA>>> Eu me sinto com muita responsabilidade. Responsabilidade de fazer uma coisa que seja correta. Uma coisa que não seja em cima da minha vaidade ou do meu ego, mas de coisas que não são frutos de minha cabeça, e sim das minhas experiências, dos meus estudos... fundamentos que não são da minha cabeça, mas que são da natureza das coisas. Eu sou uma ferramenta, um instrumento... se eu sou reconhecido como instrumento eficaz, que bom isso, pra mim é uma honra e orgulho... mas isso nunca vai mexer com minha inteligência ou com minha vaidade.

DVN>>> A gente acabou de sair de uma oficina de Tango que você ministrou. Dava pra perceber a empolgação do pessoal com sua aula. Você é conhecido também como o cara que incorporou ao samba de gafieira muitos movimentos que são característicos do tango. Como é que você enxerga isso hoje? Esse sincretismo entre os ritmos? é algo muito exagerado? é positivo, é negativo?

JA>>> É verdade... é verdade. Eu acho muito positivo... eu acho que tem mais é que misturar mesmo, porque é misturando que você vai evoluindo as danças. Acho que tem que guardar algumas coisas, alguns limites. A mistura sempre será bem-vinda, desde que não se perca o caráter de cada dança.

DVN>>> Falando em referências de dança, recentemente perdemos um mito da Dança de Salão Brasileira, que foi a Maria Antonieta. Quais foram as influências dela na sua carreira?

JA>>> Ela foi minha mestra, cara... minha grande mestra. Foi a mulher que me ensinou o que sei de dança. Uma das pessoas que me ensinou a arte de dançar. Vai ser uma luz eterna brilhando na  constelação da dança. Minha mãe da dança.

DVN>>>Pra encerrar essa pequena entrevista, queria que você nos dissesse o que é a dança pra você. O que ela significa na sua vida?

JA>>> É uma missão. É o sentido da minha vida. É minha maior bandeira. É muita coisa na minha vida...  meu trabalho, minha realização, meus sonhos... tudo que muita gente procura em muitos lugares, eu encontro tudo na dança.

DVN>>> Bom... esperamos encontrar você aqui de novo no ano que vem e desejamos ainda mais sucesso na tua jornada.

JA>>> Valeu... eu tou correndo porque já já começa outra oficina e eu tou morrendo de sede, mas queria deixar um grande abraço pro pessoal do Falando de Dança, tá?

 

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